O NOVO VALOR DO IMOBILIÁRIO PODE ESTAR NA ENERGIA
Durante décadas, aprendemos a avaliar um imóvel com base em critérios relativamente previsíveis.
Localização. Área. Acessibilidade. Qualidade de construção. Estado de conservação. Procura. Rendimento. Potencial de valorização.
Tudo isto continuará a ser importante.
Mas o mercado imobiliário está a entrar numa nova era — e existe uma variável que poderá transformar profundamente a forma como avaliamos um imóvel:
A energia:
Não estou a falar apenas da classe energética de um apartamento, nem de saber se tem painéis solares ou uma boa certificação energética.
Estou a falar de algo muito maior:
A capacidade de um imóvel ter acesso a energia suficiente, a um custo competitivo e com segurança de fornecimento.
E esta questão pode tornar-se decisiva.
Porque é que a energia pode passar a determinar o valor de um imóvel?
Imagine dois terrenos.
Um está numa localização excelente, tem bons acessos e permite desenvolver um grande projeto imobiliário.
O outro tem características semelhantes, mas está numa zona onde existe capacidade disponível na rede elétrica para suportar novos edifícios, carregamento de veículos elétricos, sistemas de climatização, produção fotovoltaica, armazenamento de energia e, eventualmente, outras utilizações de elevado consumo.
Qual dos dois vale mais?
Hoje, provavelmente, muitos investidores responderiam sobretudo com base na localização, área de construção e preço do terreno.
Mas amanhã?
A resposta poderá ser muito diferente.
Porque sem energia disponível, um projeto pode simplesmente não conseguir avançar — ou tornar-se demasiado caro para ser viável.




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